• Jill Muricy

O Campeão do Mundo

As grandes coisas acontecem quando não se espera. BELAS VITÓRIAS, tanto nos campos como na VIDA, chegam quando ninguém acredita. Pois o segredo de VENCER está dentro de nós, e ninguém pode realizar o que nos foi confiado.

Roberto Rivellino: um CAMPEÃO

Roberto Rivellino, um menino tranquilo e ao mesmo tempo bem determinado, nasceu no bairro da Aclimação, na região central de São Paulo. Descendente de italiano, viveu sua MARAVILHOSA infância no Brooklin e teve a VIDA marcada pelas brincadeiras próprias da época.


Tinha sede pelo infinito. “Era um moleque de rua” como ele afirma, adorava brincar com os coleguinhas de bolinhas de gude, pião, pipa e principalmente de bola. Mesmo com o dedão do pé estourado, ele não abria mão de jogar. Ninguém viajava ou tirava férias, por causa da diversão da pelada.


A rua silenciosa, demorava até cinco horas para passar um carro. Descalço, ele se divertia com alegria de uma criança que vivia INTENSAMENTE o momento presente. A mãe dele sempre falava: “Sai da rua Roberto!” - essa frase anos depois se tornou título de um de seus livros.


Roberto não tinha SONHOS, as coisas foram acontecendo NATURALMENTE. Admirava jogadores de futebol de Várzea Paulista, que não eram famosos. Quando dava ele ia para o campo ver o jogo com alguns colegas.


Rivellino demonstrava claramente que seria um grande jogador, mas ninguém esperava isso, inclusive ele. Jamais passou pela sua cabeça que seria o maior jogador do Corinthians de todos os tempos.


Antes de iniciar sua BRILHANTE carreira no Timão, ele teve uma breve passagem pelo Palmeiras, no clube Banespa, onde jogava futebol de salão. No primeiro jogo do time, o pai dele foi ver a estreia, e um diretor do Palmeiras falou: ”será que esse garoto também joga no campo?” Pergunta feita porque há diferenças na forma de jogar entre as duas modalidades. O pai dele respondeu que sim e o treinador pediu que levasse Rivelino para o diretor do Palmeiras.


Roberto se diferenciava dos outros garotos pela postura de jogar bola. Certo dia ele ficou revoltado pela forma como foi tratado pelo treinador e chegou em casa dizendo que não queria mais jogar. Mas, aquela chateação foi passageira.


Todos já percebiam que ele era bom de bola, só precisava de uma oportunidade. O treinador do Palmeiras conhecia um diretor do Corinthians que falou sobre Rivelino, daí ele sugeriu que Riva fosse treinar no Corinthians, no início do ano seguinte. Ele foi treinar feliz da vida, como jogador juvenil, e meses depois disputou o campeonato paulista como aspirante.

Rivellino e Pelé, ambos estão entre os maiores jogadores da História


Em 1965, era titular do Corinthians; começou praticamente a carreira como jogador profissional. Tudo em uma sequência de acontecimentos EXTRAORDINÁRIOS.


Foi convocado pela primeira vez para Seleção Brasileira em 1968, onde ficou por dez anos. Vestiu a camiseta amarela cento e vinte três vezes. Em 1970, vestiu a camisa 11, porque a 10 era do Pelé; ano que o Brasil foi Tricampeão na Copa do Mundo no México. Durante a competição, Rivellino recebeu o apelido de Patada Atômica por seus chutes de canhota.


Nos anos de 1974 e 1978, vestiu a 10 e ficou marcado na História, onde BRILHOU na melhor Seleção de todos os tempos. Além de ser o maior ídolo do Timão, jogou também no Fluminense e marcou o clube tricolor com sua jogada. Lá, ele recebeu o apelido carinhoso de Riva, em abreviação ao seu próprio nome.


Sua genialidade mudava as coisas ao seu redor. Admirado por grandes personalidades do Futebol como o Diego Maradona da Argentina, Franz Anton Beckenbauer da Alemanha e pelo príncipe Khalen Bin Al Saud, Roberto foi jogar no Al Halal, time da Arábia Saudita. Foi no país árabe que o ponta-esquerda encerrou sua carreira nos campos.


O maior jogador do Universo para Rivellino é Pelé, e ele teve a grande oportunidade de dividir o campo com o ídolo por muitos anos. Roberto conta que seu grande amigo passava motivação, responsabilidade e muita preparação. O maior exemplo que ele teve dentro do futebol.

Riva na reinauguração da Arena Corinthians, em 2014

Atualmente, Rivellino é casado, pais de três filhos e uma enteada e avô de cinco netos. Mora em São Paulo. Está no momento mais feliz de sua VIDA. Não possui sequelas recorrentes do futebol. É um homem FELIZ, REALIZADO, que traz dentro de si a tranquilidade da missão cumprida.


Autor de livros, também possui projetos sociais voltados para o futebol no Brasil e no exterior. Trabalha como comentarista esportivo da TV Esporte Interativo, no Rio de Janeiro, e no programa Cartão Verde da TV Cultura, em São Paulo.

Roberto Rivellino segurando A Marca dos VENCEDORES


Rivellino tem GRATIDÃO a DEUS por tudo que conquistou no decorrer de sua EXISTÊNCIA. Adora ficar no SILÊNCIO do próprio sítio. Além de VIVER INTENSAMENTE a VIDA ao lado das pessoas que ama, aproveita cada momento, pois tudo é breve.


O BRASIL deve muito a este grande homem, orgulho da NAÇÃO verde e amarela.





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