• Jill Muricy

Senhora do Próprio DESTINO

Todo ser humano é capaz de MUDAR a própria História por mais difíceis que sejam as circunstâncias que o cercam. Cada pessoa tem a capacidade de escrever novos capítulos no diário da própria EXISTÊNCIA, mas somente as VENCEDORAS têm coragem de ir além do que os olhos podem ver. Tudo na vida é uma ESCOLHA, há sempre quem opta por ARRISCAR ou ficar no mesmo lugar onde está.

Sylvia em uma de suas megalojas/Foto: Jill Muricy

Escrever um novo DESTINO para si mesmo depende única e exclusivamente da DETERMINAÇÃO de cada um. Ser AUTOR da própria História é uma DÁDIVA destinada a todos, mas somente os CORAJOSOS têm o DOM de criar novo roteiro para suas VIDAS.


Há pessoas que nascem com todos os requisitos para dar errado na vida e, mesmo assim, não se sentem vitimizadas pela realidade ao seu redor. Conseguem ENXERGAR além das dificuldades vividas.


No interior do Ceará, no município de Barro, em um humilde sítio chamado Cuncas, vivia uma harmoniosa família de sete filhos, um homem e seis mulheres. Era um lugar SIMPLES, que ficava BEM distante de qualquer sofisticação.


O chefe da casa, seu Aristeu, lutava arduamente na seca escaldante do sertão para sustentar a família. Tinha mãos calejadas do cabo da enxada e CARÁTER incomum. Um grande homem, ADMIRADO por todos na região pela HONESTIDADE. Pai de Josefa Adecilda Silva de Araujo, penúltima filha do casal de agricultores.


A família morava em uma casa de pau a pique, de apenas dois quartos para abrigar nove pessoas, sem água encanada e luz elétrica. Não havia cama na residência, todos dormiam em redes. Não passavam fome, mas às vezes no cardápio não havia mistura; era somente feijão com arroz ou angu.


A comida era feita no SIMPLES fogão à lenha. Embora a VIDA não fosse fácil, a menina Josefa teve uma infância MARAVILHOSA: tomava banho no rio, comia fruta no pé, levava as cabras para o pasto, sempre brincalhona, ESPONTÂNEA e com BOM HUMOR, sua maior característica.


O SONHO de Josefa era VENCER na VIDA para ajudar a família. Possuía apenas um calçado por ano, comprado no mês de janeiro por causa de uma festa tradicional que acontecia na região.


Quando estava na adolescência, mudou-se para o povoado de Barro, na mesma região do sítio Cuncas. A irmã mais velha de Josefa morava em São Paulo. Sempre que ia visitar os parentes, levava presentes para todos da casa. Josefa achava o ato belíssimo. Por isso, queria um dia ir embora para São Paulo e poder ajudar seu pai, para não trabalhar mais na roça.


Toda dificuldade vem acompanhada de uma OPORTUNIDADE. A irmã de Josefa que morava em São Paulo estava grávida e com uma das filhas internada. Por conta disso, tinha que dormir no hospital e precisava de alguém para olhar suas outras duas crianças, uma vez que o marido dela trabalhava o dia inteiro e não podia assumir tal responsabilidade. Daí Josefa foi convidada pela irmã para ir a capital paulista cuidar das sobrinhas.


Em maio de 1986, Josefa deixou a própria terra de ônibus e passou três dias viajando para conhecer São Paulo. Como não tinha dinheiro para lanchar na estrada, a mãe dela matou um frango caipira e fez uma farofa, com a qual a adolescente de 16 anos se alimentou até o seu DESTINO. Era outono, mas São Paulo já estava com cara de inverno. A guerreira nordestina chegou sentindo muito frio, porém não poderia imaginar que viria para ela uma PRIMAVERA INIMAGINÁVEL.


Ao chegar na cidade, Josefa ficou ENCANTADA com os prédios, a BELEZA urbana, pois era a primeira vez que via algo assim. Após três meses cuidando das sobrinhas, certo dia ela deixou as garotas acomodas em casa e foi de ônibus até um local que viu assim que chegou na cidade.


Foi pedir emprego, mas era muito jovem. A dona da empresa ficou apreensiva. Mesmo assim Josefa insistiu e a futura patroa cedeu. Antes de começar a trabalhar, a nova funcionário fez um pedido: que no seu crachá tivesse o nome Josefa Sylvia – ela queria se chamar Sylvia com Y.


Trabalhava como empacotadora na sessão de brinquedos, mas sempre teve uma visão de patroa. Nessa época, Josefa foi morar em uma pensão, distante da casa de sua irmã. Dividia quarto com uma conhecida.


Certa dia, quando chegou em casa após um dia de trabalho, descobriu que as suas roupas, compradas por meio de crediário que fez em uma loja, haviam sido roubadas pela colega. Josefa ficou somente com a roupa do corpo. Mesmo assim, não chorou nem baixou a cabeça, abriu outro crediário e comprou tudo de novo.


“A GENTE VIVE DE OPORTUNIDADE, O CAVALO SÓ PASSA SELADO NA NOSSA FRENTE UMA VEZ”


Meses depois, foi trabalhar em outras lojas de roupas até que virou vendedora em uma loja de móveis. No primeiro mês, bateu todas as metas de vendas e foi promovida a gerente.

Sylvia segurando a camiseta Meu nome é SUPERAÇÃO/Foto: Jill Muricy

Daí comprou um apartamento, e a VIDA foi andando aos poucos. Mandava mensalmente um trocado para a mãe no Ceará, dona Chiquinha. Após 13 anos gerenciando empresas de segmento moveleiro, decidiu abrir a própria loja, com apenas 8 mil reais. As vendas da nova empresária eram boas, mas precisava fazer algo para ter aquela explosão nos negócios. Ela aplicava na própria empresa tudo que havia aprendido nos concorrentes.


Josefa teve a BRILHANTE ideia de se vestir de mulher gato para anunciar seus móveis em propaganda na TV. Foi aí que realmente começou a vender excessivamente todos os seus móveis. Sua marca começou a ser uma das mais vendidas da cidade paulista.


Assim, conseguiu comprar uma casa para os pais na cidade de Barro e ajudar toda a família. Seu Aristeu conseguiu ver a filha que mais amava milionária. Há alguns anos, ele partiu para ETERNIDADE, mas deixou uma grande lição e herança de HONESTIDADE na terra.


Sylvia Design se tornou a empresária que mais vende sofá por metro quadrado no Brasil, inclusive tendências de Milão, na Europa. Com seis megalojas, afirma que a sétima não vai demorar a ser aberta. Ela é autora do livro O Segredo do Sucesso, onde narra os passos de sua trajetória. Mesmo com TODO O ÊXITO E PROJEÇÃO, permanece com a ESSÊNCIA de sempre. E afirma: adora comer buchada de bode e dançar forró.


EXEMPLO DE SER HUMANO


Fã e ADMIRADORA de Silvio Santos, a lenda da televisão brasileira, Sylvia é uma mulher de BEM com a VIDA. Ajuda instituições de caridade sem revelar o nome, “pois Deus está vendo, não precisa dizer às pessoas”.


SONHA com um Brasil JUSTO, onde todos possam empreender, e garante que no futuro próximo será apresentadora de televisão, afinal de contas ESPONTANEIDADE é o que não falta.


Josefa Adecilda Silva de Araujo, a cearense pobre que foi embora para São Paulo de ônibus nos anos 80 e, ao chegar na capital paulista, foi babá das próprias sobrinhas, vendedora em diversas lojas de varejo e se tornou a milionária Sylvia Design.


Hoje, Sylvia é bem-sucedida na VIDA e nos negócios, mãe de um rapaz de 22 anos. Namora o cantor sertanejo Luan Vittor. Mulher de FÉ, afirma que Deus é FIEL. ASSEGURA que o caminho para o SUCESSO é demorado, mas “com HONESTIDADE um dia você chega lá”.


Por mais que não chegue ao conhecimento das pessoas, por trás de todo SUCESSO, sempre existe uma grande História de SUPERAÇÃO. Josefa mudou a própria História e consequentemente o próprio nome: Sylvia Design, a eterna Mulher Gato dos móveis, é o ORGULHO do Nordeste.

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