• Jill Muricy

Dificuldades geram HABILIDADES

Na VIDA nada é em vão, tudo acontece para nos ensinar uma LIÇÃO. E despertar em nós VIRTUDES que nunca imaginamos TER.


A paraense Tayane Cristina Lopes Santana, 30 anos, bailarina. Uma jovem cheia de SONHOS, apaixonada pela vida, foi surpreendida ainda na infância por um forte impacto físico que modificou a estrutura do próprio corpo para sempre. Mas foi aí que ela desenvolveu grandes habilidades, as quais não imaginava que possuía.

Tayane Cristina, exemplo de SUPERAÇÃO

Tayane nasceu e viveu até adolescência em Nova Esperança do Piriá, uma cidade do interior do Pará. De família simples, sempre foi uma garota feliz.


Adorava correr nas brincadeiras com os amiguinhos, eles se divertiam brincando de tacobol (jogo de taco), esporte violento, principalmente para criança. A mãe de Tayane havia proibido a filha de praticar a atividade. Certo dia ela deu uma breve saída de casa e Tayane aproveitou a ocasião para brincar de tacobol com os amigos. Nessa época estava com 10 anos.


O colega jogou a bola e ela foi buscá-la. Ao invés de acertar a jogada, o taco foi em cheio no joelho de Tayane. Ela sentiu fortes dores, mas não contou a ninguém, muito menos a própria mãe.

Os dias se passavam, mas a dor permanecia. Então, sem contar o que realmente tinha acontecido, ela foi levada ao hospital pela vó e o médico colocou um dreno na perna acidentada. Após o procedimento, ambas voltaram para casa, mas a dor insistia.


Dias depois, Tayane voltou ao hospital para a retirada do dreno. O enfermeiro não quis realizar a função, mas um farmacêutico a realizou e fez um curativo na perna. Porém as coisas não continuavam como antes. Aos poucos aquele membro ia perdendo os movimentos.

Tayane com a camiseta do seu projeto

um dia, no intervalo da aula na escola, enquanto Tayane estava sentada na calçada, um grupo de alunos veio em direção à ela, um menino se esbarrou e caiu bem em cima da perna que estava ferida. A partir de então as dores se tornaram insuportáveis.


Tayane foi levada ao hospital. Após os exames, foi diagnosticado que ela estava com Osteossarcoma (câncer no osso) da perna esquerda. A partir de então não andou mais. Começou a série de quimioterapia e fez uma cirurgia para amputar a perna.


Mesmo diante de todos os percalços, em momento algum Tayane perdeu o ânimo pela vida. Apesar de tudo era preciso continuar, e da melhor forma possível. Quando voltou para casa enfrentou a realidade com sabedoria. Fazia da dificuldade uma oportunidade para se reinventar.

Mudou-se para a cidade de Ourém, no mesmo estado, com a vó materna e lá começou a andar de bicicleta e brincar com as outras crianças normalmente, como se tivesse as duas pernas. Mesmo sendo rejeitada por algumas pessoas por ter câncer, Tayane não parava nas dificuldades, ia além com a sua inabalável autoestima.


Retornou aos estudos, pois tinha parado na 4ª série. Não se adaptou à prótese na perna. Conseguiu concluir o Ensino Médio e derrotou o câncer.


Aos 18 anos, começou a fazer aulas de balé na Associação Voluntários de Apoio a Oncologia AVAL. Alguns movimentos eram realizados com Tayane deitada no chão, por ser uma posição mais apropriada para quem tem apenas uma perna.

Com 19 anos foi morar na capital Belém e passou no vestibular em Serviço Social de uma Universidade pública.

Tayane e um amigo andando de patins

Tayane é bailarina profissional, uma das mais renomadas do Brasil. Atualmente ajuda os instrutores da companhia de dança onde aprendeu a dançar. Integra uma oficina de dança chamada: Projeto do Nosso Jeito, formada por pessoas com e sem deficiência. Além de um canal motivacional do youtube, Muletas Aventureiras.


Pretende participar das próximas Paraolimpíadas, mas ainda não definiu a modalidade, vai exercer a profissão para ajudar os mais necessitados. Leva a vida como se nada tivesse acontecido.


Tayane é uma mulher feliz, que soube driblar com maestria as adversidades que surgiram em sua vida ao longo do caminho, quem tem fé se SUPERA em tudo. Espera realizar o sonho de ser mãe o mais rápido possível. Enquanto isso vai dançando, fazendo dos obstáculos uma via para FELICIDADE.

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