• Jill Muricy

O Que REALMENTE Importa

Dar valor ao ESSENCIAL é nosso mais SINCERO dever. Não perder oportunidade, principalmente aquela de estarmos juntos com quem amamos é PRIMORDIAL.

Povoado de Água Branca, em Sr do Bonfim-BA/Foto: Jill Muricy

Aconteceu-me um fato há 30 dias, que, além de me abalar PROFUNDAMENTE, fez-me REFLETIR sobre muita coisa. Não podemos nunca, em hipótese alguma, perder TEMPO. Pois ele é SAGRADO e não volta jamais.


Sempre demorei anos para ir visitar minha FAMÍLIA, na Bahia. Na maioria das vezes, apareciam circunstâncias que me impossibilitavam de ir ao Nordeste todo ano.


Em 2018, me DETERMINEI a passar as FESTA de finais de ano com os MEUS. Pois a saudade me VISITAVA a todo momento. E os flashs do passado não me deixavam em PAZ. Alguma coisa eles estavam me dizendo, porém eu ainda não os compreendia. Além disso, eu sentia uma imensa VONTADE de voltar a lugares onde morei quando CRIANÇA. Meu interior tinha uma PROFUNDA necessidade de se RECONCILIAR com muita coisa...


Afirmo que a todo segundo Deus fala conosco, mas muitas vezes a VOZ d´Ele passa despercebida por nós. Digo isso porque meu CORAÇÃO clamava para que eu fosse ver meus FAMILIARES. Era a primeira vez que eu sentia uma VONTADE desesperada de ir vê-los.


Saí do Rio na segunda quinzena de dezembro, de ônibus, porque LEVEI muita bagagem para dar aos necessitados... estava com um pouco de dor de cabeça, mas não via a hora de chegar na minha terra. Sentei do lado da janela e, ao CONTEMPLAR a NATUREZA, eu, viajada na minha imaginação... o ENTARDECER e o CÉU ESTRELADO, INSPIRAVAM meus pensamentos.


Quanto mais o transporte andava, mais lembranças de visitavam. Passando por cidades conhecidas tive boas recordações daqueles lugares. Aproximando-se de Tijuaçu, recordei de quando eu e minha FAMÍLIA moramos lá. Ao avistar a estrada da Água Branca, me vi ANDANDO por aquele caminho -- ô lembrança boa eu tive, mas não poderia imaginar as SURPRESA que ocorreriam comigo nestas férias.


Chegando na minha cidade, meu IRMÃO me aguardava na rodoviária. Há muito tempo não o via, foi tão bom ABRAÇÁ-LO. Ao chegar em casa minha LINDA irmã me aguardava com um jantar tipicamente nordestino.


Como era bom eu estar de volta ao meu LAR, sentir o cheiro de casa e o calor dos IRMÃOS. No dia seguinte, minha MÃE chegou com meu tio e AVÔ MATERNO que estava internado e tomei um susto ao ver meu velho tão debilitado. Iniciava-se uma grande BATALHA pela sobrevivência dele, pois lutava contra um câncer de bexiga que se alojou na coluna -- ele não sabia que tinha a tal doença.


ENXERGUEI-ME na mesma situação de quando meu PAI estava doente, era como que a mesma HISTÓRIA se repetisse. Meu AVÔ não queria se alimentar, era com muito sacrifício que ele ingeria alguma coisa, e já não conseguia tomar banho sozinho. Durante a noite quando todos dormiam, eu ficava só nos cochilos, toda hora eu ia olhá-lo, da mesma forma que eu fazia com meu pai.


O NATAL


No sábado de NATAL, fui para roça onde mora meus AVÓS. Um DIA antes minha MÃE já tinha indo embora, com o VÔ, meu tio e meu IRMÃO. Neste mesmo dia durante à tarde, uma casa no bairro só tocava música de Amado Batista, Bartô Galeno...que me trouxeram muitas recordações da minha INFÂNCIA. Inclusive do meu TIO Osmar, fã de música brega. Fiquei muito pensativa, naquele momento; tinha CERTEZA que de fato estava no Nordeste, ouvindo aquelas canções. Era um aviso, mas eu ainda não sabia!


Ao CHEGAR na casa da minha AVÓ, todos estavam me esperando (tios, primos, o vô, que estava um pouco melhor) e o momento era de muita ALEGRIA. Eu não podia imaginar que tudo aquilo Deus estava me permitindo, porque Ele me levaria dois grandes homens da minha família.


No dia 24 de dezembro, o DIA AMANHECEU tão BONITO, o SERTÃO estava bastante VERDE, pois tivera chovido muito em toda região. Eu particularmente ainda não tinha presenciado ele tão LINDO. As malvas estavam ENCANTADORAS, cheias de FLORES, e sua BELEZA rústica enfeitava a Caatinga.


O CANTO dos PÁSSAROS naquela MANHÃ de VERÃO ACALMAVA minha agitação. A todo momento eu ficava embaixo dos pés de Algarobas, sentindo o CHEIRO de TERRA molhada. Deus só estava me dizendo que aquele seria o melhor NATAL da minha EXISTÊNCIA, e que eu precisava vivê-lo da melhor forma POSSÍVEL.


Ainda nesta mesma segunda-feira, CHOVEU um pouquinho antes do almoço, o VÔ estava acamado, sentia muitas dores, mas não gemia nem demonstrava qualquer irritação. Ele sofria SILENCIOSAMENTE. À tarde CHEGOU meu tio Osmar com a FAMÍLIA dele; pela primeira vez, todos nós estávamos reunidos no NATAL. O momento era de FELICIDADE. A ALEGRIA estava estampada em nossa face. Mesmo com a doença do VÔ.


No dia seguinte, a CASA estava CHEIA. Após o almoço, todos nós vestidos na camiseta Meu nome é SUPERAÇÃO, para tirarmos fotos -- até o VÔ que estava em cima da cama também fez o mesmo. DIVERTIMOS-NOS bastante, quantas RIZADAS, quantos vídeos, quantas poses... nunca tínhamos feito isso. E nunca mais íamos fazer; ninguém poderia IMAGINAR o que ia nos ACONTECER. No fim da tarde do mesmo DIA, cada um foi pra sua casa. Eu fui para casa da minha MÃE. A semana passou...


O ANO NOVO


No réveillon, uma grande AMIGA da FAMÍLIA foi passar a virada do ano conosco na casa da VÓ. Ela ficou assustada com a situação do VÔ. No segundo dia deste ANO, meu tio Osmar CHEGOU, para ficar AJUDANDO a CUIDAR do VÔ... Dois dias após a CHEGADA dele, precisei ir até Petrolina, em Pernambuco, buscar as chuteiras das minhas CRIANÇAS do projeto futebolístico que estou montando. Não queria viajar por aquela BR, pois me lembrava às vezes que eu ia para o hospital com meu pai passando mal. Eu ACREDITAVA que não me sentiria BEM por isso. Mas percebi que o trauma me deixou.


Não senti absolutamente nada de estranho por trilhar o mesmo caminho de outrora.


No mesmo DIA voltei para casa da VÔ. À noite o VÔ foi levando para o hospital de ambulância. Quando o carro saiu da porta, minha MÃE deu um grito e desmaiou. Todos começaram a chorar. No DIA seguinte ele retornou para casa. Sentia que ele iria melhorar...


Na segunda-feira seguinte FUI ao Luca, um pequeno lugarejo onde moravam meus BISAVÓS MATERNOS. Atualmente neste LUGAR não mora mais ninguém, mas as lembranças estavam VIVAS dentro de mim, e somente o SILÊNCIO imperava nas humildes casas. Não sei expressar minha ALEGRIA e GRATIDÃO a Deus por estar ali... tiramos muitas fotos e matei a saudade.


Voltei para cidade no DIA seguinte. O som do carro estava LIGADO numa rádio que tocava música caipira; enquanto o DIA terminava de AMANHECER, eu ia me despedindo do SERTÃO. Achava que voltaria para o Rio na semana seguinte. Chegando na casa dos meus irmãos, fui tentar descansar pois até então não havia o feito na viagem. Tentei dormir, mas não consegui como queria.


Ida ao Cariacá


Surgiu a oportunidade de voltar ao Cariacá, um povoado que morei na infância e me trazia grandes recordações. Chegamos na casa de uma amiga que mora naquele lugar, numa SILENCIOSA MANHÃ de domingo pouco TEMPO após a CHUVA ter ido embora. Eu e meu irmão íamos partilhando as LEMBRANÇAS.


Tiramos fotos da escola que eu estudei, época em que levava minha irmã para aula -- ela ficava sentada no meu colo, enquanto meus pais trabalhavam na roça. Sugeri que nós fôssemos ao campo de futebol, que pelo CAMINHO passava em FRENTE a uma das casas onde moramos. Pouca coisa tinha MUDADO naquele LUGAR. Eu me lembrava de tudo, inclusive o nome das pessoas. Já fazia 23 anos que tínhamos indo embora de lá.

A lembrança era muito FORTE em mim. Quando vimos a nossa ex-casa, pouca coisa havia mudado nela e ainda continuava SIMPLES. Quando chegamos no campo de futebol, local onde corríamos quando CRIANÇA, era IMENSA a SATISFAÇÃO em nós. Daí decidimos ir até a fazenda que meu tio Osmar era vaqueiro ( eu sempre dizia que um dia compraria aquela fazenda, porque me trazia boas lembranças), onde eu visitei várias vezes na infância, durante a década de 90. Antes de adentrarmos à propriedade, aquele CAMINHO mexia comigo.


LEMBREI-ME que por muitas vezes eu passava por ali cantando Zezé e Luciano, pois era o SUCESSO da época. Das brincadeiras com meus primos, do CÉU ESTRELADO...


Ao CHEGARMOS na cancela de ENTRADA, parecia SER a mesma da minha época, tão SIMPLES, e tão SOFISTICADA ao mesmo TEMPO. E aquele CAMINHO, que eu conhecia de cor. Havia algumas MUDANÇAS, mas a ESSÊNCIA CONTINUAVA a mesma.


Aproximando-nos da casa, parecia que estava abandonada; não havia ninguém lá, além de dois cachorros valentes, presos em cordas. Se eles se soltassem seria nosso fim. Mesmo assim me APROXIMEI. O mato tinha invadido o terreiro, a casa do vaqueiro estava prestes a cair... recordei as BRINCADEIRAS com minha prima, de como era aquele LUGAR antes, REINAVA VIDA lá. Eu via Tio Osmar trabalhando como OUTRORA, em meu PENSAMENTO. Mas desta vez apenas o SILÊNCIO e o CANTO dos PÁSSAROS estavam lá. Eu não CONTEMPLAVA nada PRESENTE na minha lembrança, tudo havia MUDADO.


Até cantei algumas músicas daquele TEMPO, AGRADECI a Deus por estar ali, mas eu não queria mais comprar aquela fazenda. Naquele EXATO momento perdi o ENCANTO por aquele LUGAR. Mesmo assim matei a saudade que há 25 anos me maltratava. Foi LIBERTADO na minha VIDA.


Voltamos para rua, na RESIDÊNCIA da nossa AMIGA. Minutos depois a mulher de tio Osmar CHEGOU para me CONVIDAR para almoçar casa dela, em outro povoado. Mas não fui. Contei-lhe a EXPERIÊNCIA da fazenda, ela ficou chocada com a mudança ocorrida e relatou ainda sentir saudades de lá...


Visita à Água Branca


No sábado, 19 de janeiro, eu e meu irmão fomos dormir na casa de tio Osmar. Ele ainda estava no SERTÃO na casa dos meus avós CUIDANDO do VÔ. Mas a mulher dele e os filhos estavam em casa. À noite fomos dormir na Água Banca (roça), o pedaço de chão que mais AMO na minha EXISTÊNCIA.


Também morei lá duas vezes quando CRIANÇA... A LUA estava PERFEITA, CLARA como o DIA; aquela noite estava tão LINDA... Nós saímos a pé CONVERSANDO pelo CAMINHO. Contamos muitos casos, ao nos aproximar da casa. Tudo estava tão QUIETO, CALMO, e eu dizia: quem já foi este lugar...


Durante a MANHÃ deste mesmo DIA, o vô teve uma MELHORA que nos deixou FELIZES, pois ele ABRIU os OLHOS, ABENÇOOU os FILHOS e ainda fez gesto de sorrir... mas durante à tarde piorou.


CHEGANDO na casa da roça de Tio Osmar, tudo ESTAVA como antes, era a primeira vez na minha VIDA, que eu ia lá sem MEU tio ESTAR PRESENTE. Mas, ele como um BOM FILHO estava CUIDANDO do próprio PAI. Nosso jantar foi pastel, comemos na FRENTE da casa. O CÉU ESTRELADO, um VENTO LEVE nos TOCAVA e uma LUA CLARÍSSIMA nos ILUMINAVA. Como a SIMPLICIDADE ENCHE a nossa VIDA de AMOR... Ao deitarmos, resolvi dormir na sala, pois precisava descansar já que havia dias que eu não sabia o que era isso.


No MOMENTO que peguei no sono estava de bruços. Uma lagartixa caiu em cima das minhas costas, que me causou o maior susto e me impediu de voltar a pegar outra soneca. Quando conseguia cochilar tinha FORTES pesadelos. Sentia muito calor e abri a janela da sala; minha inquietação era maior que meu medo.


Fui várias vezes ao banheiro. Tomei calmante, mas não consegui dormir. Na MANHÃ seguinte nós íamos visitar meu tio paterno. Ao RAIAR do DIA, todos levantamos.


Quase ninguém havia conseguido dormir naquela noite. Minutos depois meu primo chegou da rua para avisar que o VÔ tinha falecido...Todos os nossos planos pra aquele dia foram cancelados. Ficamos fortemente abalados, e chorando...


De Volta à Casa dos meus Avós


Fomos para o SERTÃO. Eu não imaginava voltar lá tão cedo. Ao chegar na cidade eu fiquei para ir com outros primos, dei meu lugar no carro para o meu primo, filho de tio Osmar, ir, pois ele precisava ESTAR ao lado do PAI em momento tão delicado.


Como eu CHEGUEI depois na casa da VÓ, todos que estavam comigo pela MANHÃ já haviam chegado lá. Muito abalados, inclusive a VÓ, minha MÃE e TIO Osmar. O VÔ não mudou nada depois que morreu, acho até que estava mais BONITO.


Tinha muita GENTE no velório dele. Apesar de ser um HOMEM HUMILDE, era HONRADO e QUERIDO por todos. No dia seguinte, uma segunda-feira, nós estávamos tristes, mas prosseguindo. Tio Osmar estava muito sensível, chorava a todo momento, mas contava casos -- nós dois nunca conversamos como neste dia. Eu falei pra ele do meu desejo de fazer uma casa na Água Branca e ele me deu todo apoio. Mesmo com a dor que sentíamos, tivemos um dia em paz.


À tardinha, me despedi de todos, pois no DIA seguinte ia voltar para cidade, e posteriormente para o Rio. Quando fui pedir à BENÇÃO a TIO Osmar, ele estava dormindo numa rede debaixo dos pés de Algaroba. Há dias ele não descansava. Por isso não o chamei para dar adeus.


Nada acontece como imaginamos, Deus tem uma pedagogia para tudo na nossa VIDA.


No dia seguinte eu e meu IRMÃO voltamos à Água Branca, para irmos visitar nosso tio paterno. Passamos pelo mesmo LUGAR de quatro dias atrás. Tudo estava muito SILENCIOSO (não passamos na casa de tio Osmar, pois estava fechada, e ele ainda estava no sertão cuidado da vó. Voltaria para casa dele após a missa de sétimo dia do vô).


Tirei fotos na minha primeira ESCOLA, andei pelos CAMINHOS de areia ALVINHA, ouvi o CANTO do Espanta Gado. Apesar da saudade que eu sentia do VÔ, aquele MOMENTO era muito AGRADÁVEL (pensava comigo mesma: a Água Branca aqui sozinha e tio Osmar no sertão... o SILÊNCIO daquele lugar chamava minha atenção).


CHEGAMOS na casa do nosso TIO, naquela manhã de quarta-feira, e o SOL estava diferente. Passei novamente em lugares que MARCARAM minha INFÂNCIA -- como foi bom estar mais uma vez ali... Visitamos alguns conhecidos que moram perto dali. Nosso tio estava bem melhor -- ele é muito parecido com nosso pai. Depois de um DIA MARAVILHOSO voltamos pra cidade.


De Volta ao Rio


Na quinta-feira viajei para o Rio de ônibus, ainda muito abalada por causa da morte do VÔ. Pela BR dava pra ver a ESTRADA da Água Branca, mas nem quis olhar, nem sei porquê. No CAMINHO quando eu tentava cochilar, tinha FORTES pesadelos com o VÔ, TIO Osmar e meu IRMÃO.


Parecia que o ônibus ia CHEGAR no Japão, mas não chegava no Rio. Demorou muito. Quando CHEGUEI na cidade MARAVILHOSA, ela não estava BONITA como de costume; eu sentia um vazio tão grande no meu CORAÇÃO.


Ao CHEGAR em casa fui correndo ver a vista pela janela, mas o MAR estava cinza e feio, nada estava BONITO. Até comentei com minha colega que o Rio não estava LINDO. Ela riu, e disse que era porque eu estava desacostumada com tudo.

Eu ESTAVA com muita saudade de CASA, FAMÍLIA e tudo que VIVI. Ao sair do banho minha IRMÃ me mandou um áudio perguntando se eu havia chegado BEM, e se eu tinha ficado sabendo de TIO Osmar. Perguntei o que tinha acontecido.


Ela disse que no DIA anterior o TIO tinha chegado da roça sentindo uma dor no PEITO e que estava no hospital respirando com ajuda de aparelhos.


Tinha infartado, mas estava conversando e pelo visto tudo ia acorrer BEM. Neste momento eu entreguei a VIDA do meu TIO a Deus. Almocei e deitei para DESCANSAR da longa viagem. Ao pegar no sono, outro TIO meu me ligou para avisar que TIO Osmar havia falecido.


Eu perdi COMPLETAMENTE o meu chão e o desespero tomou conta de mim. Só lembrava das nossas CONVERSAS. No DIA seguinte após a morte do VÔ nós CONVERSAMOS tanto que eu só lembrava disso. O CORAÇÃO dele não aguentou a dor de perder o próprio PAI. Até hoje a saudade me maltrata.


Não deixe de estar sempre com sua FAMÍLIA, ela é seu maior TESOURO neste Mundo. Eu tive o melhor NATAL da minha EXISTÊNCIA. Com todos os meus.


Vivemos momentos INCRÍVEIS, sorrimos... mas dias depois o VÔ se foi, e deixou um PROFUNDO vazio em nós. Seis dias após a morte dele, TIO Osmar também nos deixou. Não sei como meu CORAÇÃO ainda continuou batendo.


Dois GRANDES HOMENS, PAI e FILHO foram embora tão rápido. O SERTÃO estava tão VERDE e eles viram esse ACONTECIMENTO INCOMUM. Eu para não perder o SENTIDO da VIDA, agarrei-me mais uma vez aos meus SONHOS. Várias vezes me deu VONTADE de chutar o balde, mas me controlei.


HOJE, em meu CORAÇÃO a saudade está mais calma e tenho PROFUNDA GRATIDÃO a Deus pelos dois homens que integraram minha FAMÍLIA. AGORA entendo porque eu sentia uma grande VONTADE de voltar a Bahia no fim do ANO. Era para me despedir deles.


Tenho CERTEZA que estão no CÉU torcendo ainda mais pelo meu SUCESSO. Se tenho uma coisa que posso fazer é: VIVER INTENSAMENTE cada momento, mas VIVER mesmo, porque a VIDA É SÓ UM INSTANTE. Aprendi nessas férias que RECONCILIAÇÃO faz parte da VIDA. Enquanto isso EU preciso VIVER!



































































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