• Jill Muricy

Como NASCE um GÊNIO

A GENIALIDADE é uma VIRTUDE incomum de INESTIMÁVEL valor nos capítulos da EXISTÊNCIA. Só quem a possui são os GÊNIOS: aqueles profissionais com cabeça de cientista, olhos de águia, inteligência brutal e coração de menino. Altamente dotados de DELICADEZA e HUMILDADE ao falarem de si mesmos. DEDICADOS inteiramente no que fazem. E, através da profissão, REALIZAM coisas EXTRAORDINÁRIAS.

Doutor Macedo/ Foto: arquivo pessoal


Existem médicos que são GÊNIOS e GÊNIOS que são médicos. Ambos são competentíssimos e revolucionam a medicina e a saúde dos próprios pacientes por onde passam. Exercem sua função com tanto AMOR que não há como passarem pela História da Ciência despercebidos.


A VIDA


Na cidade de São Paulo, em abril de 1950, nasceu Antonio Luiz de Vasconcellos Macedo. Um menino brincalhão e tranquilo. Dono de uma saúde mental absurda. Apaixonado por esportes, desde muito cedo demonstrava seu grande AMOR pela VIDA.


O garoto Antonio Macedo adorava montar cavalos. O incentivo veio do avô materno que era atlético e também o inspirou a praticar exercícios físicos. Certo dia, aos sete anos, impressionou a todos ao expressar seu grande SONHO: "QUERO ser médico-cirurgião". Seu desejo era CURAR as pessoas e resolver problemas graves nas famílias doentes.


Tudo NASCE na infância, inclusive os nossos maiores SONHOS. Pessoas DETERMINADAS sabem o que querem desde muito cedo.


Antonio Macedo cursou o primário no externato Jardim Paulista, próximo de onde ele morava. Era tão inteligente que não precisou estudar o quinto ano do ginásio, foi direto para o colégio São Luis. Na época ele tinha 13 anos, momento do fato que marcou para sempre a história dele. Mas absolutamente nada o impediu de tornar-se um GÊNIO da cirurgia.

Coisas BOAS e ruins acontecem sem avisar, é impressionante como os acontecimentos nos pegam de surpresa. Mesmo assim, temos a CAPACIDADE de levar a VIDA com SABEDORIA. Aproveitando cada desafio para nos fazer CRESCER.

A Queda do Cavalo


Como de costume, Antonio foi andar a cavalo na propriedade da família; ele adorava a atividade. Porém, aquele dia seria diferente de todos os demais. Antonio Macedo levou uma queda, bateu a face no chão e machucou seriamente o rosto.


Ninguém pensou que aquele tombo fosse tão grave. Apesar de não jogar mais bola, a VIDA continuou "normalmente". Com o passar dos dias, foi-se percebendo uma deformidade na face do adolescente; a boca começou a ficar torta no lado esquerdo do rosto.


O pessoal brincava chamando-o de Jonh Wayne e Jack Palance, os dois maiores atores do faroeste, os quais tinham sorriso torto (Antonio gostava muito de filme de faroeste). Até os pais dele diziam que ele estava imitando os cawboys.


Aos poucos o caso foi piorando, e o garoto foi levado ao médico, que diagnosticou uma paralisia facial. Tentou tratar com um pouquinho de cortisona, mas sem possibilidade de melhora, pois o acidente havia ocorrido há algum tempo.


Antonio fez o tratamento e não melhorou em nada, ficou com a paralisia facial e consequentemente com a boca torta do lado esquerdo do rosto.


O médico o pediu que tomasse muito cuidado com a vista direita, para não ser afetada pela paralisia, a dentição do lado direito também é um alvo da paralisia facial. “De qualquer forma não terá problema nenhum na vida fisicamente falando em relação a isso”, retificou o médico.


O garoto Macedo, sempre de BEM com a própria EXISTÊNCIA, disse ao médico. "Ah, mas eu vou ser cirurgião"! O doutor, sem dimensão do peso das próprias palavras rebateu o jovem paciente: "você não vai ser cirurgião. O problema é que é muito difícil ser cirurgião com paralisia facial porque o olho direito vai incomodar muito. Seria quase impossível. Você pode seguir outras carreiras da medicina, carreira clínica, por exemplo."


O médico que achava prever o futuro não seria capaz de imaginar que estava diante de um menino que se tornaria um dos maiores cirurgiões da História da Humanidade. Nem sempre o SUCESSO é aquilo que podemos ver, ele vai muito além do que podemos ENXERGAR.


Não se sabe porque aquele médico foi tão pessimista diante de um adolescente SONHADOR. Até porque o futuro é um MISTÉRIO, cheio de DESÍGNIOS que somente Deus conhece.


Aquela conversa abalou a sensibilidade do estudioso Antonio Macedo. Ele chorou por dias, ficou muito triste, mas não desistiu de SONHAR, nem de lutar pelo seu SONHO. Nada o faria desistir. A VIDA continuou...


No ensino médio, a jornada estudantil já estava BEM intensa. Ele sabia que precisava ser bastante inteligente para se tornar um grande cirurgião.


Fazia cursinho pré-vestibular das 19h00 às 23h30 e no dia seguinte às seis da manhã já estava na ativa na escola. Não tinha tempo para brincadeiras, pois passava maior parte do dia estudando. A medicina exigiria atenção total.


A Faculdade de Medicina


Em 1967, concluiu o Ensino Médio no científico do colégio Bandeirantes. Logo em seguida, prestou o vestibular e foi aprovado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), aos 17 anos, ao lado de colegas muito bons na área. Com uma excelente grade de professores, Antonio sempre ia para o lado da cirurgia.


Começava aí uma BRILHANTE carreira profissional, uma das mais raras no Mundo.


No início da faculdade, toda quarta-feira à noite, o futuro doutor Macedo ia no serviço de verificação de óbitos com um rapaz chamado Sebastião, que fazia verificação de corpos para depois os médicos laudarem o porquê da morte de cada cadáver. Depois que a equipe terminava o serviço, ele aproveitava para estudar anatomia nos corpos. O AMOR pela profissão o definia.


Ao entrar na residência médica, em cirurgia geral no Hospital das Clínicas, já tinha noção de como se operava. Havia acompanhando o professor Silvano Raia, amigo pessoal até hoje, um dos maiores cirurgiões de fígado da época, médico inteligentíssimo de produção científica absurda. Antonio pautou as maneiras como Silvano se comportava, lecionava. Por isso foi fácil dar aula de cirurgia, após ter aprendido com o profissional tão capacitado.


O residente Macedo era plantonista constante das quartas-feiras, com o doutor Fujimura e com Okumura, ambos japoneses. Às sextas, sábados e domingos, ia para um sanatório mental operar pessoas carentes que ninguém queria operar. Isso o tornou uma pessoa mais humana.


Até que uma noite, véspera de Natal, dia 24 de dezembro de 1973, o chamaram para ver um paciente na sala de neurologia que se queixava de dor abdominal. Ele foi ver o doente juntamente com um cirurgião mais velho que também estava de plantão.


Ao examinarem o paciente, concluíram que era uma Colecistite Aguda, uma inflamação intensa da vesícula. Era preciso fazer uma cirurgia de qualquer jeito. Chamaram o professor titular do departamento, que os autorizou a irem tocando o procedimento e assim que desse ele também iria para sala de cirurgia ajudá-los.


Daí Antonio Macedo fez a cirurgia e o colega o ajudou. Tudo ocorreu tranquilamente. No dia seguinte, ao ir ver como o paciente estava, junto com os professores, Antonio reconheceu aquele homem: era um professor de neurocirurgia, que o tinha examinado quando ele teve o acidente no rosto, o mesmo que há muito tempo havia falado para o futuro doutor não ser cirurgião e fazer outra coisa na medicina.


Os colegas então falaram ao paciente que a cirurgia tinha sido muito boa e este perguntou: "o que aconteceu no teu rosto, menino"? Macedo respondeu com muita SIMPLICIDADE: “olha, eu tive inclusive com o senhor há uns dez anos, quando eu me machuquei, e o senhor havia dito que eu não poderia fazer cirurgia, porque a vista direita iria incomodar."


O neurocirurgião perguntou se ele estava com vista boa, ele respondeu que sim e nunca ter tido nenhum problema relacionado a esse órgão.


O médico envergonhado, caindo do cavalo impactado com o que estava vendo, disse: “puxa vida! Olha, aprenda uma coisa: nunca tire o SONHO das pessoas! A partir daquele momento, sem mágoa ou ressentimento, os dois se tornaram grandes amigos. Tempos depois o neurocirurgião morreu de um câncer na cabeça.


A SUPERAÇÃO


Doutor Macedo é um homem SIMPLES formado de SENSIBILIDADE. Chora quando famílias vão ao consultório dele, agradecê-lo pela cura realizada através de suas mãos. Um médico inteiramente doado à profissão. Pensa em cirurgia 24 horas por dia. Ele é católico, obviamente acredita em Deus, e em MILAGRE, só que com outro nome não definido. Na medicina existem coisas que acontecem que não dependem somente dos médicos.


Ele ainda reitera que existem muitos colegas de profissão que o INSPIRAM: doutor Silvano Raia, Delton Cooler, Jonh Khenero, Dario Birolini (cirurgião de traumas e doenças complicadas), Arrigo Raia, Paulo Davi Branco, Marcel Machado (cirurgião de pâncreas e fígado). E acrescenta uma frase que o motiva na jornada existencial: o que se faz nessa VIDA ecoa na ETERNIDADE.


Doutor Macedo comenta que a maior doença está na cabeça e que a enfermidade do corpo às vezes é controlada só com o cérebro. Como ele diz: se a cabeça é ruim aí o corpo sofre mesmo. Por isso, o doutor defende a positividade: o pensamento positivo ajuda no SUCESSO do médico junto aos doentes.

Doutor Macedo realizando uma cirurgia robótica/ Foto: arquivo pessoal


Não é porque alguém caiu do cavalo que precisa ficar no chão. LEVANTE! ACREDITE em si mesmo. Use os desafios a seu favor. Jamais seja vítima dos acontecimentos.


Lute pelos seus SONHOS e seja um GÊNIO INCOMPARÁVEL naquilo que faz. Nenhuma deficiência é capaz de controlar um ser humano DETERMINADO. A SUPERAÇÃO é uma dádiva destinada a todo aquele que quer ser um VENCEDOR.

A qualidade de VIDA de um cirurgião é a cirurgia, ele cita as principais características de um cirurgião de verdade:


Tem que ser uma pessoa boa no sentido humano, não pode ser egoísta, orgulhosa, chata, metida, isso é contra o cirurgião. O cirurgião de sucesso é sempre uma pessoa boa, tranquila, que responde, atende o telefone, uma pessoa normal.


Tem que ter cabeça de cientista, se você não tiver uma inteligência de cientista você não será cirurgião.

Olhos de águia, tem que olhos super dotados, senão é impossível ser um grande cirurgião.


Saúde física exemplar: não pode comer muito açúcar, não pode comer muita farinha branca, não pode estar acima do peso, tem que fazer exercício como se fosse um atleta. Cada cirurgia é uma maratona e uma responsabilidade absurda na sua mão.


Então se você não tiver uma saúde privilegiada, uma saúde de atleta, você fica com medo de passar mal, de ter um problema durante a cirurgia; portanto, você não desenvolve na profissão. Por isso, é preciso lutar pra ter uma boa saúde com exercícios e dieta.


Mãos de fada, se não tiver mãos de fada, esquece que nunca vai ser cirurgião. Você conhece um cirurgião quando você encosta na mão dele, aí você sabe que ele é cirurgião de verdade.


A VIDA nos Dias Atuais


Doutor Macedo realiza em média 600 cirurgias por ano, das mais simples a complexas. Há pacientes que opera, uma, duas, três vezes, e precisa operar mais uma vez, dependendo do caso.


Têm pacientes muito difíceis de operar, mas o médico não tem que ficar nervoso, precisa ter certeza que vai dar tudo certo.


DICAS para os médicos que estão iniciando a carreira agora:


Seja educado, paciente, entenda que o doente é uma pessoa aflita, desesperada, trate o doente direito

Desenvolva a cabeça, no sentido de entender o que está acontecendo com o doente, ser bem concentrado.

Opere pensando só naquilo que está acontecendo naquele momento, não pode ter distrações.


Currículo do doutor Macedo


Formou-se em medicina em 1973, na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Terminou a residência médica em 1976, também na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). É Especialista e Mestre em Cirurgia Geral e Gastrocirurgia pela Universidade de São Paulo (FMUSP).


Atualmente, é Cirurgião Geral, Presidente do Comitê de Cirurgia Robótica da Associação Paulista de Medicina, Membro Fundador da Clinical Robotic Surgery Association, Membro da Society for Robotic Surgery, Membro da CSRA Faculty, Presidente do Conselho de Oncologia do Hospital Israelita Albert Einstein, Membro Qualificado da Sociedade Brasileira de Cirurgia Videolaparoscópia, Membro do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, Membro do Colégio Internacional de Cirurgiões, e atual Diretor Executivo da Clinical Robotic Association.

É Palestrante Internacional, Autor do Atlas de Cirurgia Minimamente Invasiva e Robótica- Cirurgia Gastrointestinal.

Doutor Macedo segurando a camiseta Meu Nome é SUPERAÇÃO/Foto: Jill Muricy


Hoje, aos 69 anos, é o Cirurgião Gastroenterologista mais bem-sucedido do Brasil, Especialista renomado nacional e internacionalmente. Um dos maiores Cirurgiões do Aparelho Digestivo do planeta.


Atende pacientes anônimos e notáveis, como o Presidente da República, Jair Bolsonaro, mas nunca deixou a fama subir para cabeça.


É Cirurgião Geral da clínica OncoStar da Rede D`Or São Luiz, da cidade de São Paulo. É Pai da Bia e da Malu e avô do Pierre e Antonio. Ainda tem um enorme SONHO: ver os dois netos pequenos se tornarem grandes cirurgiões.









































































































































































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