• Augusto Cury

Renascendo a nova Escritora


Mulher escrevendo/Foto: autor desconhecido

Quando o ser humano for capaz de explorar todos os horizontes do infinitamente grande e todos os labirintos do infinitamente pequeno, ele dirá com orgulho: "Eu domino as entranhas do imenso universo e a intimidade do pequeno átomo!". Nesse momento, terá tempo para aquietar sua ansiedade e descobrir que cometeu um grave erro ao não explorar o mais importante do todos as espaço: sua própria mente.

Ficará perplexo ao entender que se tornou um gigante no mundo de fora, mas um menino no mundo de dentro.

Compreenderá, enfim por que, no auge da indústria do lazer, nunca fomos tão tristes; no apogeu da psicologia, nunca fomos tão estressados e deprimidos; na era da informação, nunca formamos repetidores de dados...

Descobrirá, surpreso, algumas armadilhas na sua engrenagem mental que conspiram contra a sua liberdade de escolha. Entenderá que faz guerras porque facilmente constrói inimigos em sua mente. Sofre pelo futuro porque não tem no presente um caso de amor com sua própria existência.


Enxergará que traumas não são sentenças de morte, que crises são oportunidades, lágrimas são nutrientes para novos capítulos. E, acima de tudo, entenderá que o tempo da escravidão não cessou nas sociedades democráticas. Nesse dia, ele talvez entenda que o ser humano só é verdadeiramente livre no teatro social se primeiramente o for no teatro psíquico...

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