• Jill Muricy

Nunca Desista de VIVER

SUPERAR é VIVER, ainda que as coisas não saiam como foram planejadas. Aceitar os acontecimentos ruins não é conformismo, é uma maneira sábia de desenvolver a INTELIGÊNCIA EMOCIONAL através da dor.

Pedro- a SUPERAÇÃO personificada/Foto: arquivo pessoal


Desistir não é uma opção, ainda que a LUZ RADIANTE do SOL de repente fique escura. Virão outros BELOS DIAS para compensar a escuridão. Para tudo há uma saída. Há sempre uma CHANCE para RECOMEÇAR.


A VIDA


Na cidade de São Paulo, NASCEU Pedro Pimenta, um rapaz INTELIGENTE, ALEGRE, apaixonado por atividade física e música. Um grande SONHADOR que teria seus SONHOS mudados pelas surpresas da VIDA.


Pedro sempre teve uma VIDA normal. Era um DJ que AMAVA tocar guitarra e violão, produtor musical dedicado ao que fazia, cheio de planos para o FUTURO; porém o FUTURO seria outro completamente diferente do havia imaginado.


Tudo começou em 2009. Pedro estava com 18 anos, tinha acabado de concluir o Ensino Médio e almejava cursar uma faculdade pública de engenharia. Ele queria seguir o caminho profissional do pai dele e dos dois irmãos mais velhos.


A rotina para ele estava movimentadíssima, além da pressão normal de quem conclui mais uma etapa nos estudos. Pimenta estava fazendo cursinho preparatório, já havia feito vestibular antes e não passou na prova.


Por isso estudava bastante, praticava muitos esportes e dormia pouco. Com isso o sistema imunológico começou a dar sinais de que algo estava errado.


Pedro teve duas Amidalites FORTES, e uma Mononucleose que foram tratadas com antibióticos. Com esses FATOS, o corpo de Pedro ficou debilitado e já estava sem SUPORTAR a situação causada pela doença.


A SUPERAÇÃO


Tudo mudaria de lugar RAPIDAMENTE, coisas SURPREENDENTES estavam prestes a acontecer. Não seriam mudadas as circunstâncias, mas seria mudada a FORMA de VÊ-LAS e VIVÊ-LAS.


Era sexta-feira, 11 de setembro de 2009, Pedro começou a passar muito mal, logo se desenvolveu um quadro de Meningite Meningocócica, ou seja Meningite com infecção generalizada pelo corpo. Ao chegar no hospital os médicos deram menos de um por cento de chance de Pedro SOBREVIVER.


Nem sempre a última palavra é do médico, é o AUTOR da VIDA quem decide quem VIVE ou não.


Pedro ficou internado longos cinco meses e meio. Sofreu dois comas e o preço para sair do hospital foi amputar os dois braços acima dos cotovelos e as duas pernas acima dos joelhos, ambos debilitados pela infecção causada pela Meningite. Nesse momento Pedro enfrentava uma depressão profunda.


Pedro ainda era um SONHADOR, mas acabara de ser visitado por uma VERACIDADE inimaginável. Teve um grande choque de REALIDADE no início da nova VIDA e uma quebra de IDENTIDADE impactante.


Porque a pessoa passa a não se CONHECER e nem se RECONHECER de certa forma, tudo foi mais difícil no começo. Mas, aos poucos, as peças foram se encaixando, Pedro foi ENTENDENDO melhor a situação e FOCANDO na REABILITAÇÃO. O que não teve mais CONTROLE deixou para trás.

Pedro Pimenta SUPERANDO os próprios limites/ Foto: arquivo pessoal

Não poder jogar mais futebol o entristecia, mas Pedro mudou a chavinha da VIDA, e FOCOU nas coisas que ele podia fazer. Com isso fez uma lista e lincou os próprios objetivos, aonde queria chegar com o Pedro novo que queria CONSTRUIR, e foi trabalhar em cima disso.


Às vezes, só PERCEBEMOS o POTENCIAL que existe dentro de nós quando coisas desagradáveis nos ocorre. Daí DESPERTA lá das PROFUNDEZAS do nosso SER um VALENTE GIGANTE.


Pedro carrega dentro de si uma ENORME GRATIDÃO, mesmo depois de ter passado por tudo que passou, o que se EXPRESSA em tudo que ele faz. Nas pequenas VITÓRIAS do dia a dia: dirigir o carro sem adaptações, fazer uma viagem, dar palestras, pegar um avião. As pequenas coisas não passam mais despercebidas. Depois que as perde sente GRATIDÃO quando volta a fazê-las.


Entre muitas pesquisas realizadas por Pimenta para a própria reabilitação, ele foi para uma clínica nos Estado Unidos, onde os médicos habilitavam soldados do Afeganistão e do Iraque. Pedro passou a usar próteses da Guerra Civil Americana de 1950.


Ele mesmo tira as próteses para dormir e as coloca no dia seguinte quando acorda. Morou sozinho nos Estados Unidos sem precisar contratar nenhum tipo de ajuda.


Há sete anos é palestrante motivacional, algo que faz com bastante naturalidade, porque gosta da energia do palco e também da sensação de poder transformar algo que foi tão negativo em algo POSITIVO.


O que antes gerava apreensão, choro, tristeza, hoje gera SORRISOS, ESPERANÇA, INSPIRAÇÃO.


Pedro faz entre duas e três palestras por mês. Mora nos Estado Unidos, trabalha na mesma empresa que o acolheu para reabilitação, Hanger, que viu nele o POTENCIAL. Formou-se em Economia, estudou e trabalhou durante todo o período da faculdade para o mesmo grupo empresarial.


Está na mesma empresa nos dias atuais na área do marketing (nesse período de pandemia, Pedro está trabalhando a distância, uma vez que a empresa fica nos EUA e ele está no Brasil).


Pedro Pimenta é autor do livro SUPERAR é VIVER e tem INSPIRADO todo mundo por onde passa. Ele possui o SONHO de formar uma FAMÍLIA, está noivo e se prepara para casar-se com o grande AMOR de sua VIDA, Marcella Ribeiro.


Não é porque uma pessoa perdeu as pernas e os braços que precisa se diminuir, reduzir os SONHOS e se achar um coitado por não competir no mercado de trabalho, não poder namorar, casar ou ter filhos.


Por isso, Pimenta entrou nas redes sociais para ajudar as pessoas a ser mais uma peça na quebra de paradigma e normalizar o que é visto como anormal.


Maior SONHO: poder seguir com o próprio propósito de história de VIDA, para poder IMPACTAR as pessoas com a SUPERAÇÃO.


No período que estava internado no hospital, Pedro teve uma alta de apenas duas horas para ir ao show do ACDC, de ambulância acompanhado por toda a equipe médica no estádio do Morumbi. Não há limite para fazer o que se AMA!

Pedro e a noiva Marcella/Foto: arquivo pessoal

Ele deseja entregar aos próprios filhos um mundo melhor do que recebeu. Pedro mesmo se beneficiou muito de pessoas que vieram antes dele. Se fosse um amputado há muitos anos, seria mais difícil.


Hoje uma pessoa deficiente está na mídia, nas empresas; têm muitos amputados de SUCESSO dando bons exemplos.


A FELICIDADE é para todos, ela é uma escolha pessoal e íntima de cada um. Podemos ser FELIZES apesar das circunstâncias.






















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