• Jill Muricy

A VIDA é uma DÁDIVA INENARRÁVEL

A VIDA é uma dádiva INENARRÁVEL, pois o Criador na sua infinita SABEDORIA não podia jamais revelar os mistérios que ela guarda.

Marie Cavelan após o acidente/Foto: arquivo pessoal


A EXISTÊNCIA é breve, e seus capítulos escondem inimagináveis surpresas. Como descrever a beleza da VIDA mesmo com toda sua fragilidade? Esta resposta é complexa e simples ao mesmo tempo. Com tudo isso, uma coisa é certa: até em situações complicadas surgem a oportunidade de escrever uma nova história, que não seria possível escrevê-la se assim não fosse.


A própria EXISTÊNCIA escolhe quem ela quer tornar FORTE, muito FORTE.

A empresária Marie Catherine Cavelan nasceu na França, filha de pai francês e morou no país até os cinco anos, com os pais e a irmã. Depois, a FAMÍLIA veio morar em São Paulo. Ela teve uma infância MARAVILHOSA, sonhava em trabalhar com animais e ter muitos deles quando crescesse, além de querer viver perto da natureza. A menina tinha medo de altura.


Certa vez foi em uma roda gigante e o bombeiro precisou resgatá-la porque chorava muito. Marie fazia muitos esportes: futebol, natação, basquete, tênis, frontenis e esgrima. Inclusive já foi campeã brasileira de esgrimas durante três anos.


Marie sempre estudou na escola francesa Lycée Pasteur, na capital paulista, até entrar na faculdade de Administração. Nas férias toda família viajava para a França, para rever os parentes paternos. As coisas iam acontecendo dentro dos padrões da normalidade, a VIDA seguia naturalmente seu percurso.


Até que a véspera do feriado do dia 15 de novembro de 2019 marcaria para sempre a fina moça. Por mais dolorosas que sejam as surpresas terrenas, elas vêm com ENSINAMENTOS EXTRAORDINÁRIOS.


Era quinta-feira, 14 de novembro de 2019, um jatinho executivo saiu de São Paulo, com destino a Maraú, no baixo Sul da Bahia. Com 11 passageiros a bordo, dois tripulantes e nove amigos que iam passar o fim de semana juntos, em um lugar paradisíaco. Mas nada saiu como planejado.


Passava das 14h00, quando o avião ia pousar em um risort desativado, no distrito de Barra Grande. O piloto pousou um pouco antes do inicio da pista, o que fez o trem de pouso quebrar e o jatinho deslizar até parar em um canto e começar a pegar fogo cada vez mais forte. Ninguém entendia o que estava acontecendo, os gritos de desespero se misturavam com a forte fumaça.


Foi então que Marcelo Constantino, namorado da Marie, abriu a porta, e os dois saíram correndo por dentro do fogo, antes que o avião explodisse. Ambos tiveram fortes queimaduras em todo o corpo. Outras pessoas também conseguiram escapar da aeronave antes do fogo tomar conta. As vítimas foram socorridas em hospitais da região, depois transferidas para São Paulo.


Das 11 pessoas, cinco morreram, algumas na hora do acidente, outras dias depois. Os seis SOBREVIVENTES ficaram lutando bravamente pela VIDA, ao passar muito TEMPO internados.


A RECUPERAÇÃO:


Após o acidente, Marie Catherine ficou internada por 63 dias no Hospital Israelita Albert Einstein. Ela passou por 28 cirurgias, três por semana, nas quais passava por anestesia geral toda vez, para realizar procedimentos de enxertos e reparações. Alimentava-se por uma sonda colocada no nariz.


Durante a noite era visitada por fortes pesadelos, realidade que durou por muitos dias. Ao voltar para casa ainda não podia andar. Recomeçou a dar passos 93 dias depois do acidente devido a uma complicação no tendão de aquiles... e, mesmo quando já estava autorizada a caminhar, não sabia que ia ser tão difícil realizar algo simples que fazemos com tanta naturalidade! Demorou mais três semanas para “andar normalmente”, mesmo assim ainda mancava e caminhava “diferente”.


Mas, ao dar passos firmemente, tudo ficou melhor, pois conseguia se virar mais sozinha. A readaptação completa foi depois de um ano do acontecimento, que ainda é uma luta diária, para se acostumar com as marcas que ficaram e fazem relembrar os momentos de terror que passou. Entretanto, a SUPERAÇÃO é assim mesmo, deixa marcas, marcas de VITÓRIA.

Marie muito debilitada no hospital, lutando pela VIDA/Foto: arquivo pessoal


Atualmente, aos 29 anos, Marie Cavelan é dona da marca Fait Maison, de criações artesanais, feitas à mão. A empresaria é mãe da Helena de apenas três aninhos. Ela se SUPERA a cada dia, VENCEU o trauma do acidente e já voltou à Bahia após o ocorrido. Leva o cotidiano normalmente sem dá lugar para sequelas.


Tem o olhar de ESPERANÇA para o FUTURO, ACREDITA em Deus e tem GRATIDÃO pela VIDA, que é breve. Possui um SORRISO RADIANTE, e descobriu nos últimos dias um TESOURO enterrado dentro de si mesma: o TALENTO para a ARTE a impulsionou a começar a desenhar pinturas LINDÍSSIMAS a óleo. Amante de música sertaneja, Marie adora ler bons livros. A administradora afirma que a coisa mais INCRÍVEL da própria VIDA foi ter GERADO uma criança no seu ventre. E garante que o segredo da VIDA não é ter tudo o que se quer, mas AMAR tudo o que se tem.

Marie e a filha Helena/Foto: arquivo pessoal


A SUPERAÇÃO é isso, é dar SENTINDO tudo que nos acontece. Mesmo que os fatos sejam desagradáveis, há sempre um novo AMANHECER com um SOL radiante, para reluzir a nossa JORNADA com o RECOMEÇO!

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