• Jill Muricy

Quando um Homem tem COMPETÊNCIA

Bons profissionais são raros na sociedade e, quem não se curva à corrupção, em hipótese alguma, e faz um excelente trabalho, é mais raro ainda.

Princípios, Valores Morais e Étnicos vêm de berço. Um grande cidadão é formado no seio familiar, centro do amor maior.

Doutor Felipe Neri/ Foto: arquivo pessoal


A grandeza de homem se dá desde o seu nascimento. E os frutos do seu trabalho serão colhidos por todos ao seu redor no decorrer da vida.

Na cidade de Juazeiro do Norte, no Ceará, nasceu Felipe Neri da Silva Neto, o doutor "Felipão", como é carinhosamente chamado pela população de Senhor do Bonfim. Nessa cidade, atua como delegado da Polícia Civil e coordenador regional da 19° COORPIN do estado da Bahia, há 17 anos. Único local onde já trabalhou como delegado. Ele é casado, pai de dois filhos.


Doutor Felipe é formado em Direito e já entrou na polícia como delegado. Desde criança sonhava em ser um militar, pois era uma vocação de uma vida toda.

Há quase 20 anos, não vinga nenhuma quadrilha nas 12 cidades onde o doutor Felipe delega. Todas as plantações de maconha da região são destruídas. Ele não passa a mão na cabeça de ninguém, até mesmo policiais de sua corporação, que estavam metidos em coisas erradas, foram investigados e presos.


Doutor Felipe ressalta que não investiga pessoas, e sim fatos. E só consegue fazer um bom trabalho porque não trabalha sozinho, mas sim em equipe.

Delegado competente na área da investigação e inteligência da polícia, doutor Felipe comenta sobre a inversão de valores que existe atualmente na sociedade, quando, por exemplo, um preso tem prioridade de tomar a vacina da coronavírus em detrimento de um policial.

O maior desafio em ser um delegado coerente em um país tão corrupto é cumprir a Lei.

Trabalhar na polícia não é fácil, principalmente quando se trabalha com imparcialidade e honestidade.


Todos os colegas sabem o que se passa com ele: “Todas as coisas erradas que chegaram ao meu conhecimento dentro da minha competência foram apuradas, e todas que foram apuradas tiveram resultados positivos”, afirma o delegado.

Toda profissão tem seu peso. Ele relata sobre várias ameaças de morte, diz que já se acostumou com tal situação e que já passou da idade de ter medo de morrer. Apesar de todos os desafios de ser um delegado, é muito realizado com o seu trabalho.

Na defesa da sociedade não pode haver mediocridade entre os membros.A Polícia Civil da Bahia não admite desvios de conduta, das equipes.Já houve inúmeras situações que resultaram em prisão de delegados e investigadores envolvidos em corrupção.

A polícia só vai ser livre no Brasil quando o delegado de polícia tiver inamovibilidade e autonomia funcional. E quando as polícias judiciárias, a federal, as civis e estaduais tiverem sua autonomia administrativa e financeira. Daí a Polícia seria independente para atuar em todas as áreas do crime.

Doutor Felipe diz ainda que os grandes crimes giram na órbita do tráfico, e a legalização da maconha não diminui o tráfico de drogas. Até a Holanda que foi o primeiro país a legalizar a maconha, está voltando atrás, já que a desorganização social se multiplica com a facilidade em obter a droga.

Como profissional, o delegado afirma ser realizado. Daqui a três anos, ele vai se aposentar. Como cidadão ainda tem vários sonhos, pois é preciso sonhar para saber que está vivo. Teve COVID e já enfrentou alguns problemas de saúde, mas no momento tudo está sob controle.

Doutor Felipe Neri, segurando a camiseta Meu Nome é SUPERAÇÃO/Foto: Jill Muricy


Doutor Felipe segue trabalhando admirando o maior homem do Brasil: seu Dermeval, pai dele, o responsável por educar, amar e criar o delegado que caminha na retidão e para quem deixará o maior legado: o nome.


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